quinta-feira, 14 de julho de 2011

"Nenhuma cópia é igual à Original."


Ontem, dia 13 de Julho de 2011, tive uma grande conversa com um grande amigo meu, no qual falámos do facto de grande parte das pessoas idealizarem serem iguais a alguém que já existe, a alguém Original (Único), dessa conversa entendi que seria uma grande inspiração, para mim. Para quem ainda não está a 'par' de algo que aprecio muito desde já aviso que utilizo bastante as comparações para exemplificar determinado ponto de vista ou até mesmo uma experiência de vida.
Assim o fiz, quando esse meu amigo, a determinado ponto da conversa, afirmou: "...há por aí muitas cópias.", referindo-se a falta de identidade de cada indivíduo, nesta sociedade. Todos querem ser alguém que já existe e, precisamente por já existir, ninguém o consegue. Afastam-se, portanto, do seu objectivo de vida, que é em Geral - Ser Único. A essa afirmação eu respondi, concordando totalmente: "Nenhuma cópia é igual à original." Pensei nisto automaticamente, no entanto, em questões de segundos, no meu cérebro começaram a surgir explicações para o facto de existir tanto insucesso na adaptação da sociedade, do Ser Humano.
Após a minha afirmação, comecei a comparar a sequência de vida de um ser humano com simples fotocópias. Pois bem, primeiramente, para haver cópias é preciso haver uma original, tal como que para haver 'seguidores' é preciso haver uma pessoa que gera esse seguimento.
Essa original é única, só há uma, a primeira; acontece precisamente o mesmo com o humano, para haver pessoas que seguem ideias e exemplos de alguém, tem de haver esse alguém - o Original. Mas, do que as pessoas se esquecem é que, tal como nas cópias, o Original tem uma determinada qualidade, mas mesmo na primeira cópia a qualidade Nunca será igual à Original, acontece o mesmo quando se agarra na primeira cópia e se faz uma segunda, por aí fora; a qualidade perde-se de cópia para cópia, até ficar completamente ilegível; até mesmo a original, ao longo dos anos vai perdendo a sua qualidade, a tinta desaparece aos poucos, a folha escurece, etc. Humanizando a questão, a pessoa que tiver a ideia, que agir de determinada forma e for 'seguida' por alguém, com o intuito de seguir o exemplo, a qualidade das ideias ou de acções perde-se, um pouco, do verdadeiro sentido que a 'Original' lhe deu; se houver uma segunda pessoa, terceira, quarta, por aí fora, a sua qualidade ainda se perde mais. Mesmo a pessoa original envelhece, e as suas ideias podem mudar e mesmo que as mantenham. um dia acabam por morrer com a alma da pessoa. Os seus seguidores nunca manterão a mesma essência de que o original possuía. Cada um que queira ser igual ao outro, perde a melhor qualidade que o ser humano pode ter, pois é isso que nos diferencia - a individualidade.
É o sermos Únicos que faz de nós Seres Humanos e. ao querermos ser quem não somos. afasta-mo-nos do Real Objectivo da nossa Vida.
Ao querermos ser alguém que já existe, queremos os desejos dessa pessoa, os medos, tudo o que lhe pertence, como consequência nunca seremos felizes, pois só somos felizes quando vamos em busca dos nossos verdadeiros sonhos, desejos, e enfrentamos os nossos verdadeiros medos. Esse é o Equilíbrio, essa a Paz interior, a nossa Vida enquanto Seres Únicos.
Por isso, não estou aqui para agradar a ninguém, estou aqui para me agradar a mim e toda a gente o está, quer isso se trate de egoísmo ou não, pois mesmo que esse agrado passe por querer fazer os outros felizes e trazer a paz a todos, é um desejo nosso, por isso o agrado é para nós. Se é para nós, para quê sermos 'Os outros'?
Mesmo que todo este processo de ser única me leve a ser rejeitada, por grande parte da população, não vou deixar de o fazer, pois estaria a ir contra a ordem natural do ser humano, ordem essa que me faz ser quem sou e não quem os outros querem que eu seja.

Peço, então e apenas respeito pela minha identidade e pelo indivíduo que sou, pelas minhas ideias próprias e baseadas na minha experiência de vida. E o respeito com toda a certeza será retribuído.

Obrigada Amigo, pela conversa e por Tudo!

Beijos (())***

Um comentário:

António Botas disse...

o que dizer? sabes que não sou de ficar sem palavras, mas desta vez... fiquei, não posso acrescentar nada pois concordo a 100% até porque muito do que aqui expões é precisamente assuntos dos quais falo no meu livro, obrigado a ti amiga, pela pessoa maravilhosa que és ;)