quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Carta aberta ao Sr. Primeiro Ministro (Myriam Zaluar)



Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome “de guerra”. Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.

Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. “És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro.” – disseram-me – “Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção”. Fiquei.

Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. “Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante”. Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira ‘congelada’. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como “nativa”. Tinha como ordenado ‘fixo’ 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas…

Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci – felizmente! – também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.

Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.

Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar…

Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores – e cada vez mais raros – valores: um ser humano em formação.

Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.

Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro

e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus

Myriam Zaluar, 19/12/2011


(Sem dúvida, a melhor carta que já li até hoje. E quem me perguntar "Porque não emigro?", leia esta carta e entenderá o porquê. Porque "este país também é meu.")

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Silêncio!


Confia no meu silêncio,
somente quando ele contar a verdade,
pois quando não ouves as minhas palavras,
quase sempre há um pontinho de mentira,
não propriamente de mentira,
mais concretamente de omissão.
E se, por puro acaso, conseguires ver,
no meu silêncio,
um ponto de verdade... Parabéns!
É porque acabaste de conhecer
o que sustenta a minha alma intacta.
Talvez já tenham entendido parte do meu silêncio,
mas, na sua totalidade, nunca o fizeram
e quando me disserem, por palavras ou não,
o que eu não ouso dizer,
darei valor a essa pessoa para o resto da minha vida.
Pois é preciso muito mais que amizade para entrarmos
dentro da alma de alguém e reconhecer os seus sentimentos,
desejos e anseios, como só a própria pessoa o conhece.

Desafio a qualquer pessoa que tente desfazer o mistério do meu silêncio,
mas aviso desde já, de que não será uma tarefa fácil.

Paz e Saúde!!! (())

sábado, 12 de novembro de 2011

O AMOR


O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Poema: Fernando Pessoa


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Quem Somos?


Tive todo o tempo do Mundo.
Julguei tê-lo passado a pensar em mim.
Enganei-me.
Em algum segundo jamais me encontrei,
Não me redescobri.
Fiquei sem saber quem eu era,
Tal como, presentemente, não o sei.
Continuo em busca do meu Eu,
Mais do que procuro conhecer o Eu dos que me rodeiam.
Sou uma incógnita anónima.
Sou uma dúvida constante.
Sou quem não sei quem é.
Sou isto e aquilo que não conheço.
Sou um ponto de interrogação.
Sou reticências.
Sou tudo menos aquilo que pensaria ser.
Não o somos todos?
Descobri, hoje, que ainda tinha gostos.
Já nem disso me lembrava.
Pensei que era apenas uma questão financeira,
Afinal a crise é outra.
É uma crise pessoal,
na qual perdi a essência da vida,
abandonei os meus sonhos,
dando outro nome à crise, como desculpa.
Afinal, o dinheiro pode dar e tirar muita coisa,
Mas nunca tirou personalidade nem vontade de viver,
Não nos tira os sonhos nem nos critica sequer.
Somos nós que o fazemos,
Essa é uma capacidade do ser humano e não de uma 'moeda'.
Tudo serve para culpar o dinheiro, no entanto,
Somos nós que acabamos com os nossos sonhos,
Somos nós que nos criticamos, a nós próprios e uns aos outros.
Somos nós que perdemos a vontade de viver.
Somos nós que nos perdemos nos labrintimos, que nós próprios criamos.
Somos uma constante mudança.
Somos os erros, as lições,
Somos os sonhos, os objectivos,
Somos as lágrimas e os sorrisos,
Somos o Bem e o Mal,
Somos chuva e sol,
Somos frio e calor,
Somos escuridão e Luz,
Somos tudo e somos nada.

Somos o que somos e o que não somos,
Somos o que os outros pensam que somos,
Somos o que os outros não querem que sejamos,
Somos Derrotas, somos Vitórias...

SOMOS?!?!?!


Afinal, quem somos nós?

E na dúvida ficarei...
E na busca continuarei...

PAZ E SAÚDE!!!

sábado, 10 de setembro de 2011

Se a Voz disser...


Sigo a voz que vive em mim.
Não a entendo, mas sei que é dona da Razão.
Sei, agora, que não poderei mais forçar o seu poder.
Ele poderia quebrar o sentido de como irei viver.
Então...
Se a voz disser que amo, amarei até que ela q
uebre o coração.
Se a voz disser que não amo, jamais me prenderei, até que ela mude de opinião.
Se a voz disser 'Arrisca', seguirei em frente, sem hesitar, até que me construa um muro à frente.
Se a voz disser 'Cuidado', precaverei-me quantas vezes precisar, até que ela me dê cartão verde para avançar.
...

Não pretendo contradizê-la, ainda que não entenda as suas razões, pois, independentemente do que ela me diga, sei que o destino já foi decidido, muito antes de sermos um ser e que, a voz, é simplesmente a guia que nos apoia em toda a nossa vida.
O desequilíbrio surge precisamente quando não sabemos ouvi-la.

Por isso, faço um pedido,
Que a voz me leve, em paz, deste buraco negro, e todas as pessoas que amo, para um novo Mundo equilibrado e justo.


*_* PAZ e SAÚDE *_*


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Boss AC - QUE DEUS?

Olá amigos, estou de volta.
Relembrei esta música e, apesar do estilo não estar de acordo com os meus gostos musicais, aquilo que a letra revela, é precisamente aquilo que tenho vindo a sentir há muito tempo.
Deixo-vos aqui a música com a respectiva letra.



Há perguntas que têm que ser feitas...

Quem quer que sejas, onde quer que estejas,
Diz-me se é este o mundo que desejas,
Homens rezam, acreditam, morrem por ti,
Dizem que estás em todo o lado mas não sei se já te vi,
Vejo tanta dor no mundo pergunto-me se existes,
Onde está a tua alegria neste mundo de homens tristes?
Se ensinas o bem porque é que somos maus por natureza?
Se tudo podes porque é que não vejo comida á minha mesa?
Perdoa-me as dùvidas, tenho que perguntar,
Se sou teu filho e tu amas porque é que me fazes chorar?
Ninguém tem a verdade o que sabemos são palpites
Se sangue é derramado em teu nome é porque o permites?
Se me destes olhos porque é que não vejo nada?
Se sou feito á tua imagem porque é que durmo na calçada?
Será que pedir a paz entre os homens é pedir demais?
Porque é que sou discriminado se somos todos iguais?

Porquê?!

Porquê que os Homens se comportam como irracionais?
Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porquê que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...
Eu acredito é na Paz e no Amor...

Por favor não deixes o mal entrar no meu coração,
Dou por mim a chamar o teu nome em horas de aflição,
Mas tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos,
E se o Homem nasce livre porque é que é alguns são donos?
Quem inventou o ódio, quem foi que inventou a guerra?
Ás vezes acho que o inferno é um lugar aqui na Terra,
Não deixes crianças sofrer pelos adultos,
Os pecados são os mesmos o que muda são os cultos,
Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem,
Mas no livro que escreveste cada um só leu o que lhe convém,
Passo noites em branco quase sem dormir a pensar,
Tantas perguntas, tanta coisa por explicar,
Interrogo-me, penso no destino que me deste,
E tudo que acontece é porque tu assim quiseste,
Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo?
Será que essa é a justiça pela qual eu tanto reclamo?
Será que só percebemos quando chegar a nossa altura?
Se calhar desse lado está a felicidade mais pura,
Mas se nada fiz, nada tenho a temer,
A morte não me assusta o que assusta é a forma de morrer...

Porquê que os Homens se comportam como irracionais?
Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porquê que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...
Eu acredito é na Paz e no Amor...

Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei,
Quanto mais chamo o teu nome menos entendo o que te chamei!
Por mais respostas que tenha a dúvida é maior,
Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor,
Respeito o meu próximo para que ele me respeite a mim,
Penso na origem de tudo e penso como será o fim,
A morte é o fim ou é um novo amanhecer?
Se é começar outra vez então já posso morrer...

(Ao largo ainda arde, a barca da fantasia,
o meu sonho acaba tarde,
acordar é que eu não queria...)

OBRIGADA!!!

*_* Paz e Saúde *_*

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Onde o Mundo vai Parar?!

Boa tarde, voltei ontem, das minhas férias. Fui em busca de paz, há uns dias e agora que voltei, a única coisa que 'trouxe' comigo foi tristeza e frustração, pois, à minha volta, só se vêem sinais de um Breve Futuro Desastre Mundial.
O que se vê na televisão? ... para além de novelas 'cor-de-rosa', nas quais as pessoas se absorvem da realidade e entram num mundo imaginário, fugindo ao que realmente interessa na vida; programas 'jet7' que não têm absolutamente interesse nenhum para o bem-estar da sociedade, onde aparecem personagens maioritariamente 'plastificadas' e vistas como modelos de perfeição na sociedade; ou publicidade de coisas materiais: comidas, bebidas, roupas, perfumes, carros, cremes, bla bla bla, tudo 'tretas', apenas para tapar os olhos de uma sociedade eternamente 'inocente'? Bem, os telejornais mostram-nos o que se passa à nossa volta, mas, infelizmente, à 'moda' dos Media, falando por outras palavras, fingem que tudo isto é um processo absolutamente natural da sociedade e que é assim que deve continuar, ignorando todos os sinais que nos conduzem para um Caos Mundial, muito mais breve do que qualquer um de nós imagina. Estamos a ser empurrados para o abismo e, o mais grave de tudo é que é precisamente com a nossa própria ajuda.
Vou mostrar apenas alguns exemplos do que está a acontecer no Mundo.
E não, isto não é devido à crise económica mundial. É sim, devido à crise mental de praticamente toda a Humanidade, que não quer abrir os olhos e enfrentar de vez a mais pura das verdades, o nosso Cruel Destino.

--» VIOLÊNCIA EM LONDRES
"A sociedade está doente."




(Pobreza não justifica o crime.)

--» VIOLÊNCIA NA GRÉCIA
"Começou a crise que não acaba."



(O seu fim provocará um 'efeito dominó'.)

--» CRISE EM PORTUGAL

"Alguém ficou com o dinheiro."




("Nós andamos a viver de tretas..."; "O país anda a ser embebedado pela classe política.")

--» CRISE EM ESPANHA
"O rastilho aceso percorre toda a Espanha."



("O movimento dos 'Indignados' almeja a própria estrutura do país. Juntaram-se contra os efeitos da crise, contra a corrupção, contra o desemprego...")

COMO VÊEM, NÃO SE TRATA DESTE OU DAQUELE PAÍS ESTAREM 'EM CRISE', TRATA-SE DE UM PROBLEMA COM A MENTALIDADE DA SOCIEDADE. ENQUANTO NÃO RESOLVERMOS ESSE PROBLEMA NADA DO RESTO VAI MELHORAR E TODO O MUNDO PASSARÁ POR ESTE PROCESSO DE AUTODESTRUIÇÃO. NÓS ESTAMOS PRESOS AO DINHEIRO, QUE NÃO RESULTA EM FELICIDADE, APENAS RESULTA NO QUE ACABEI DE MOSTRAR MAS EM ESCALA MUNDIAL E COM MUITO MAIOR GRAVIDADE DO QUE ESTÁ AQUI DEMONSTRADO.

-Violência;
-Crise Económica;
-Violações;
-Homicídios;
-Suicídios;
-Roubos;
-Guerra;
-Corrupção;
-Injustiça;
-Doenças;
-Fome;
-Etc.

São os Sintomas da doença que mais afecta o Ser Humano, em todo o Mundo.
Vamos arranjar a cura para esta doença???


Paz e Saúde!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Conspiração Global - Matrix e a Nova Ordem Mundial

Ora viva, mais uma vez.
Vou de férias por uns tempos, por isso decidi colocar um vídeo que proporcionasse um longo tempo de reflexão.
Esperava mesmo que toda a gente reflectisse sobre o assunto, pois todos somos Humanos e todos temos o direito a escolher a nossa vida e não estarmos dependentes de terceiros para seguirmos o nosso caminho.

Tomei mais conhecimentos sobre este assunto por um amigo meu e
gostaria de partilhar com o máximo de pessoas possíveis.




Paz e Saúde!!!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Chegou o dia...

Chegou o dia. Aquele em que já nada mais caberá cá dentro, aquele em que eu me dedico a «esvaziar» os «fantasmas» que me atormentam, diariamente.
Aqui vai, com a maior sinceridade possível:
Já não consigo tolerar mais esta ganância que se apodera, dia após dia, pelo mundo material, e assim vai consumindo o Ser Humano, e a sua pura essência.
A confiança que tinha, outrora, por grande parte das pessoas, vejo-a desvanecer, ao mesmo nível que desvanece o Ser Humano, enquanto espécie.
Já não consigo mais lidar com o facto de os valores morais serem, agora, a «raça» mais ameaçada de extinção.
Já não suporto que me olhem como se de uma 'anormal' me tratasse ou que seja vista como 'pessoa fora do contexto social', simplesmente porque me dedico a praticar o bem e melhorar nessa área da Vida.
Não consigo entender porque os ricos estão cada vez mais ricos e quanto mais ricos estão mais querem entregar os pobres à miséria, sem dó nem piedade.
Não entendo como continuam a haver guerras e gastos desmesuráveis de dinheiro em 'coisas mesquinhas' se a própria Terra, membros da mesma espécie (Seres Humanos) e membros de outras espécies, pedem desesperadamente Ajuda para poderem terem uma vida minimamente aceitável.
Não consigo tolerar mais, que partilhem músicas e vídeos para rir a cada minuto, no Facebook ou outras redes sociais, enquanto que vídeos sobre o ambiente, valores morais, nada do que interessa realmente é passado, e quando o é, grande parte é ignorado e muito menos partilhado.
Não entendo porque 'hoje' somos deliberadamente obrigados a trabalhar em áreas, pelas quais não estamos interessados, apenas em troca do máximo de exploração e falta de respeito e uma miserável quantia que para muitos apenas chega para comer, pagar a casa já nem é para todos, outras dívidas ainda mais difícil se torna...

Amigos, não vou continuar, por hoje, pelo menos, pois é muita coisa que tenho 'entalada' cá dentro e não vos quero sacrificar com um bombardeio de pensamentos negativos.
Posto isto, penso que já deu para entender que para mim o que dizemos viver não é Vida, nem sequer Sobrevivência... estou aqui, hoje, justamente na esperança de que tudo mude e que, um dia, eu possa ser Feliz e olhar em meu redor e ver essa felicidade espalhada por Todo o Mundo.

Muita Paz e Muita Saúde!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Severn Suzuki com O MELHOR DISCURSO DE SEMPRE!

Severn Suzuki, nasceu a 30 de Novembro de 1979, em Vancouver, Canadá.
Actualmente, é uma activista ambiental, discursista, apresentadora de televisão e autora.
Em 1992, tinha 12 anos, quando calou o mundo, apenas em 6 minutos, com o seu Brilhante e Reflectivo Discurso. Já tinha visto este vídeo, mas nunca o publiquei no Blog. Agora que o revi gostaria de partilhar aqui o que sinto, dito pelas palavras de quem tem bastante para dar ao Mundo.
As lágrimas vêm-me aos olhos de cada vez que o revejo.
O meu desejo é que toda a gente veja este vídeo e que lhes toque no coração, ao ponto de que, em cada um de nós, faça a diferença, por um Futuro muito Melhor que aquele que todos esperamos, caso esta situação continue.

Abram os olhos de uma vez por Todas!




PAZ!

sábado, 16 de julho de 2011

Rita Guerra

Músicas de Rita Guerra, que têm significado na minha vida



CASTELOS NO AR



PRECISO DE TI



SECRETAMENTE




quinta-feira, 14 de julho de 2011

"Nenhuma cópia é igual à Original."


Ontem, dia 13 de Julho de 2011, tive uma grande conversa com um grande amigo meu, no qual falámos do facto de grande parte das pessoas idealizarem serem iguais a alguém que já existe, a alguém Original (Único), dessa conversa entendi que seria uma grande inspiração, para mim. Para quem ainda não está a 'par' de algo que aprecio muito desde já aviso que utilizo bastante as comparações para exemplificar determinado ponto de vista ou até mesmo uma experiência de vida.
Assim o fiz, quando esse meu amigo, a determinado ponto da conversa, afirmou: "...há por aí muitas cópias.", referindo-se a falta de identidade de cada indivíduo, nesta sociedade. Todos querem ser alguém que já existe e, precisamente por já existir, ninguém o consegue. Afastam-se, portanto, do seu objectivo de vida, que é em Geral - Ser Único. A essa afirmação eu respondi, concordando totalmente: "Nenhuma cópia é igual à original." Pensei nisto automaticamente, no entanto, em questões de segundos, no meu cérebro começaram a surgir explicações para o facto de existir tanto insucesso na adaptação da sociedade, do Ser Humano.
Após a minha afirmação, comecei a comparar a sequência de vida de um ser humano com simples fotocópias. Pois bem, primeiramente, para haver cópias é preciso haver uma original, tal como que para haver 'seguidores' é preciso haver uma pessoa que gera esse seguimento.
Essa original é única, só há uma, a primeira; acontece precisamente o mesmo com o humano, para haver pessoas que seguem ideias e exemplos de alguém, tem de haver esse alguém - o Original. Mas, do que as pessoas se esquecem é que, tal como nas cópias, o Original tem uma determinada qualidade, mas mesmo na primeira cópia a qualidade Nunca será igual à Original, acontece o mesmo quando se agarra na primeira cópia e se faz uma segunda, por aí fora; a qualidade perde-se de cópia para cópia, até ficar completamente ilegível; até mesmo a original, ao longo dos anos vai perdendo a sua qualidade, a tinta desaparece aos poucos, a folha escurece, etc. Humanizando a questão, a pessoa que tiver a ideia, que agir de determinada forma e for 'seguida' por alguém, com o intuito de seguir o exemplo, a qualidade das ideias ou de acções perde-se, um pouco, do verdadeiro sentido que a 'Original' lhe deu; se houver uma segunda pessoa, terceira, quarta, por aí fora, a sua qualidade ainda se perde mais. Mesmo a pessoa original envelhece, e as suas ideias podem mudar e mesmo que as mantenham. um dia acabam por morrer com a alma da pessoa. Os seus seguidores nunca manterão a mesma essência de que o original possuía. Cada um que queira ser igual ao outro, perde a melhor qualidade que o ser humano pode ter, pois é isso que nos diferencia - a individualidade.
É o sermos Únicos que faz de nós Seres Humanos e. ao querermos ser quem não somos. afasta-mo-nos do Real Objectivo da nossa Vida.
Ao querermos ser alguém que já existe, queremos os desejos dessa pessoa, os medos, tudo o que lhe pertence, como consequência nunca seremos felizes, pois só somos felizes quando vamos em busca dos nossos verdadeiros sonhos, desejos, e enfrentamos os nossos verdadeiros medos. Esse é o Equilíbrio, essa a Paz interior, a nossa Vida enquanto Seres Únicos.
Por isso, não estou aqui para agradar a ninguém, estou aqui para me agradar a mim e toda a gente o está, quer isso se trate de egoísmo ou não, pois mesmo que esse agrado passe por querer fazer os outros felizes e trazer a paz a todos, é um desejo nosso, por isso o agrado é para nós. Se é para nós, para quê sermos 'Os outros'?
Mesmo que todo este processo de ser única me leve a ser rejeitada, por grande parte da população, não vou deixar de o fazer, pois estaria a ir contra a ordem natural do ser humano, ordem essa que me faz ser quem sou e não quem os outros querem que eu seja.

Peço, então e apenas respeito pela minha identidade e pelo indivíduo que sou, pelas minhas ideias próprias e baseadas na minha experiência de vida. E o respeito com toda a certeza será retribuído.

Obrigada Amigo, pela conversa e por Tudo!

Beijos (())***

terça-feira, 28 de junho de 2011

Um ano de transformação!



Num ano se misturaram sentimentos de Liberdade e Prisão.
Mas não esquecerei o local de transição de um Passado Infernal para um Futuro Promissor.
Ainda que os problemas existam, sinto agora que sou Capaz de combater o Mundo pela minha Felicidade.
E isso tudo num ano de escola.

(Que saudades dessa mudança na minha mente)
=)

Obrigada Frei!

[No vídeo vejo ex-colegas meus, os quais não decidi manter contacto pois apesar de uma boa transformação, faz-me ainda prender ao meu passado...]

Gostei do vídeo :)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

KARMA

Olá amigos,
para os que ainda não têm conhecimento, sou leitora assídua da revista Zen energy. Encontrava-me, agora, a ler um artigo habitual mensal da revista - Mensagem de Luz, da nº29 (Junho 2011).
O nome do artigo é
Karma.
Este texto transpareceu-me uma energia incrível, sinto-me como se estivesse a reviver nele, pois tudo o que nele é dito tem uma parte de mim.

Se acredito em vidas passadas? Penso que esse assunto seja algo em 'aberto', na minha mente. Não digo que não nem que sim, talvez mesmo seja um "Nim".
No entanto, faz realmente muito sentido o que nele diz, mas não digo que faça ele parte da verdade ou se não passa de uma simples maneira de dar uma razão a algo, quando não a encontramos. De qualquer das formas, vou deixar aqui descrito o artigo, respeitando todos os direitos de autor. ;)


KARMA

"Imagina uma coisa que tu queres, mas não consegues fazer.
Ou melhor, podes até nem querer, pois sabes que o facto de a fazeres te trará uma dor imensa. Podes até nem querer, mas SABES que tens de a fazer.
Sabes, não com o teu sistema mental, não com o teu ego.
Sabes porque intuis, e essa é a maior sabedoria. Pensa numa coisa que sabes que tens de fazer, mas pura e simplesmente não consegues. Não sai. Não dá.
Até podes tentar, mas não és capaz. Pensa nela. Fica. Fica só a pensar nisso.
Vais notar que alguma coisa vai acontecer dentro do teu peito. Um medo. Uma pressão. Uma incontrolável vontade de fugir.
Esse talvez seja o teu maior nó.
A tua maior dificuldade.
Um dos teus karmas. Um karma é algo que em outra vida doeu muito, foi bloqueado, e do qual nesta vida foges com todas as tuas forças.
Tens memória dessa vida, em que doeu tanto. Memória inconsciente, mas não deixa de ser memória.
E essa memória faz com que não consigas, nesta vida, fazer algo semelhante.
E podes perguntar-me: «Se não consigo, porque é que quero, porque é que Sei que tenho de lá ir?»
E eu respondo: Porque o karma tem de ser desbloqueado nesta vida.
E se vens a esta vida limpar o karma, enquanto não fores a essa memória vivê-la outra vez, aceitar a dor, não libertarás essa energia kármica e, por conseguinte, não estarás cá a fazer nada.

Resumindo:
Descobre o que mais te custa fazer, pensa em fazê-lo, deixa o medo se apoderar do teu peito, abre o peito, retira essa densidade, chora, se for preciso, mas limpa.
E a cada vez que pensares no assunto vai doer menos.
E a cada vez que tentares, vais conseguir mais.
É assim que se começa a limpar o karma. É assim que se começa a dar sentido à encarnação."

JESUS
O LIVRO DA LUZ
Pergunte, O Céu Responde

domingo, 5 de junho de 2011

Olá pessoal,
hoje gostaria que ficassem a saber quais as actividades em que participaria com todo o gosto, se o momento fosse oportuno. Por um lado para desanuviar dos desabafos, por outro para ficarem a conhecer mais uma pequena percentagem da minha pessoa, caso ainda não conheçam esta parte de mim.

BODY COMBAT


EQUITAÇÃO


MEDITAÇÃO


MONTANHISMO
*Quer em Portugal (vídeo de Mouriscas - Arcos de Valdevez)


*Quer na Suíça (Vídeo de Scex des Granges)


*Quer em qualquer outro país.

;-) E aqui fica mais um Registo!!!
Beijinhos****

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Aos meus Eternos Companheiros!



Não anseio a distância, se vivo da certeza da amizade que vive em mim, pois amizade não é desejo, para que um toque ou um olhar sejam as razões de continuar, porque mesmo sem vos ver, estamos sempre lado a lado e, ao mesmo tempo, dentro do coração.
De que vale estar a meio metro se não houver respeito, compreensão, amor e cumplicidade? De que vale um toque no braço se não soubermos tocar no coração à distância? De que vale um olhar, cara a cara, se não soubermos olhar ao mais fundo sentimento do outro? De que vale um abraço físico se não soubermos abraçar a alma da outra pessoa?
Prefiro estar a 500 milhas de distância e saber que vivo essa amizade com toda a sua pura essência.
E essa amizade é tão pura como a relação entre a Terra e os seus eternos companheiros - a Lua e o Sol. Estes três, mesmo a uma distância bastante considerável, não se tocam, não se beijam, não se olham. Mas as suas luzes e a sua presença, a atracção gravitacional, estão todas lá. A Terra não vive sem os seus companheiros, tal como eu não vivo sem os meus.
Eu sei quem são os meus verdadeiros companheiros, amigos para a vida, e mesmo sendo escasso ou até mesmo nulo o tempo físico que estou convosco, são a minha inspiração diária, ocupam 95% dos meus pensamentos todos os dias, são a minha Força e a minha Crença.
Aos meus verdadeiros amigos, vos dedico este post e cada dia da minha vida, pois voçês são a minha Vida. Agradeço a vossa compreensão para com o meu modo de ser, agradeço cada 'puxão de orelhas', agradeço cada choro, cada sorriso, cada gargalhada, cada conversa, cada Momento.
Só quero que nunca se esqueçam que eu sou a 'Terra' e voçês sempre serão o Sol e a Lua e que a vossa 'presença' na minha Vida é indispensável.
Eu amo-vos demais para que seja a distância a quebrar esse sentimento.
Como sabem, não sou muito expressiva em relação às minhas emoções mas abro todo o meu coração, hoje, para saberem que nunca me esquecerei dos meus eternos companheiros.

Muitos beijinhos e abraços à Família que eu pude escolher (()) ************* <3

terça-feira, 31 de maio de 2011

Um Contra um Outro - Deolinda



Anda, desliga o cabo,
que liga a vida, a esse jogo,
joga comigo, um jogo novo,
com duas vidas, um contra o outro.

Já não basta,
esta luta contra o tempo,
este tempo que perdemos,
a tentar vencer alguém.

Ao fim ao cabo,
o que é dado como um ganho,
vai-se a ver desperdiçamos,
sem nada dar a ninguém.

Anda, faz uma pausa,
encosta o carro,
sai da corrida,
larga essa guerra,
que a tua meta,
está deste lado,
da tua vida.

Muda de nível,
sai do estado invisível,
põe o modo compatível,
com a minha condição,
que a tua vida,
é real e repetida,
dá-te mais que o impossível,
se me deres a tua mão.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Anda, mostra o que vales,
tu nesse jogo,
vales tão pouco,
troca de vício,
por outro novo,
que o desafio,
é corpo a corpo.

Escolhe a arma,
a estratégia que não falhe,
o lado forte da batalha,
põe no máximo o poder.

Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada,
que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

by Deolinda

terça-feira, 24 de maio de 2011

"Agora que temos todos o verdadeiro poder nas mãos, o que é que fazemos a seguir?" (Vodafone)



Caros amigos e caras amigas,
não sou cristã, não creio em nenhum Deus, apenas creio na Natureza e na Poderosa e infindável poder da Mente Humana, assunto que, apesar do nosso aumento exponencial de conhecimento, não creio que cheguemos a utilizar nem metade do que a mesma nos pode oferecer. No entanto, desde o 'Início dos tempos' que o ser Humano tem tido visões em relação ao futuro da nossa espécie, a isso se chama uma Profecia. Estamos em 2011 e o assunto do 'Fim dos tempos' é cada vez mais falado, visto que datam esse acontecimento histórico para o ano 2012. Sei que todos os profetas ligam as profecias a acontecimentos religiosos, não quero ferir sentimentos alguns de ninguém mas julgo que todas essas crenças religiosas são apenas uma metáfora à nossa capacidade intelectual e à força da Natureza, mas basicamente todas as profecias (por coincidência, ou não) têm vindo a realizar-se ao longo da História. Eu acredito nelas e julgo que a mente dos profetas utilizava uma parte do cérebro pela maioria ainda desconhecida.
Entre terremotos, tempestades, guerras, violência, fome, doenças, entre tudo isso e muito mais profetizado, esconde-se por detrás de uma máscara, algo que julgo nos conduzir até ao 'Fim dos Tempos', tanto profetizado até hoje: o aumento do Conhecimento global. Vou registar um momento bíblico que demonstra que esse é um dos grandes sinais do Apocalipse.

A VISÃO DE ISAÍAS
"Quem são estes que vêm voando como nuvens, e como pombas às suas janelas?"(Isaias 60:08)


Há centenas de anos antes do nascimento de Cristo, Isaías profetizou a respeito do povo de Israel, do seu ajuntamento, se observarmos o versículo acima, poderíamos afirmar que Isaías estava vendo muitos homens e mulheres vindo de avião?


"Quem são estes que vêm voando como nuvens, e como pombas às suas janelas?"(Isaias 60:08)


Historicamente falando o primeiro vôo foi a partir do ano de 1900 e muito tempo depois o homem conseguiu a proeza de voar sobre as nuvens.

Certamente Isaías deve ter visto estas coisas,mas a sua capacidade intelectual não poderia ver a grandeza deste feito, aliás Se Isaías viu o avião há muito tempo antes do nascimento de Cristo, isto prova que Deus já estava capacitando o homem para esta criação no tempo certo,determinado por Ele, ou seja, Deus realmente é o Deus de ontem, de hoje e eternamente.


o que diria o profeta Daniel?

"E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará."(Daniel 12:4)


Daniel ouviu de Deus que muitos correrão de uma parte para outra e o conhecimento se multiplicará

imagine, se este mesmo profeta estivesse hoje na terra, qual seria a descrição que ele colocaria a respeito do avanço da tecnologia, dos foguetes espaciais, veículos?

a Palavra de Deus cumpriu-se na íntegra e vai-se cumprindo no devido tempo, conforme a Sua Palavra.

"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão."(Marcos 13:31)

Depois de ter visto esta recente publicidade da Vodafone, senti uma tremenda energia negativa a percorrer-me o sangue, um péssimo Augúrio, quando é entoada a frase:
"Agora que temos todos o verdadeiro poder nas mãos, o que é que fazemos a seguir?"
Provavelmente até ninguém pensou nisso, mas pela energia que essa frase me transmitiu pergunto-me:
"Será isto um aviso?!" (talvez mesmo que inconscientemente, a humanidade já se tenha apercebido que agora que já alcançámos tantas metas no conhecimento, que já pouco resta saber, estaremos verdadeiramente a preparar-mo-nos para o Juízo Final.)
E que, ainda assim, vamos em busca de maior e maior conhecimento, e não paramos, como se de uma droga se tratasse, uma droga que nos corre no sangue e que só vamos sair dela quando se der uma Overdose a nível mundial. Dito isto, só resta esperar e ver quando e como se dará um Fim de outra Era.

E que venha, no Futuro, um Novo Mundo, de Paz e Equilíbrio.

domingo, 22 de maio de 2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O meu Silêncio!!!

A cada momento, cada dia que passa, o silêncio torna-se o meu maior protector, mas essa protecção rói e mata-me por dentro, pouco a pouco, lágrima por lágrima. Já não consigo falar, dizer o que penso e pensar no que sinto, prefiro calar, refugiar-me no meu mundo, que mais ninguém conhece. Estou tão saturada de viver uma vida que não é a minha, a proximidade com as pessoas que me rodeiam assusta-me, afugenta-me, já só consigo ver mágoa, dor, ódio, ganância, cinismo, violência, entre muitas outras coisas.

É persistente esta mistura de sentimentos entre a solidão e o medo de estar com alguém e sentir-me mais só que nunca ou transparecer sentimentos falsos aos outros.

Insisto em refugiar-me num mundo que não existe, numa fantasia, continuo a sonhar com uma vida que não há. E mete-me raiva, fico frustrada, porque é devido aos pensamentos compulsivos desta sociedade que não tenho oportunidade de viver nessa fantasia. Não sei se consigo assumir relacções de amizade, familiares ou amorosas, sinto-me perdida a viver dentro de uma pele que não é minha, não pertence à minha alma, ao meu coração.

Só me apetece dormir até que um dia acorde e nasça de novo, sem que esteja aprisionada a uma pessoa que não sou Eu.

Não quero magoar as pessoas que gostam de mim, só espero que entendam que se estou como estou é porque não sei quem sou e os meus sentimentos estão um turbilhão que nem exprimi-los sei.

Vou ter de ‘desaparecer’ uns tempos pois já não consigo viver mais neste sufoco.
Voltarei!
***

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Vontade e Coragem!





A vontade de viver deprime-me.

A vontade de lutar derrota-me.

A vontade de fugir prende-me.

A vontade de falar silencia-me.

A vontade de lembrar bloqueia-me.

A vontade de esquecer relembra-me.

A vontade de sorrir faz-me chorar.

A vontade de amar faz-me odiar.

De que serve a vontade se não temos Coragem para assumir algo e ir em frente?

Acima de tudo tinha Vontade de ganhar Coragem, mas tal como todas as outras vontades, não é o bastante para o realizar.
Hoje estou em busca da ‘chave’ para abrir uma porta e ganhar Coragem, depois de encontrar a ‘chave’ buscarei a porta certa…
Um longo caminho me espera, mas é por esse caminho que luto agora, sem ele nada faz sentido.